Oficina de Fotografia Experimental
Coletivo Ciano, Cidade (PE)
| Quarta (22/4) e quinta-feira (23/4), das 8 h às 12 h
| No auditório do Porto Digital (Cais do Apolo, 222, 8º andar, Bairro do Recife)
Nesta oficina, a fotografia é utilizada como ferramenta de leitura e representação do território e os participantes são estimulados a experimentar técnicas analógicas, especialmente a cianotipia (processo artesanal de revelação fotográfica em tons de azul). A ideia é estimular uma reflexão sobre o uso das tecnologias na produção de imagens e desenvolver a narrativa visual para além do caráter documental. Nesta edição do Pequeno Encontro da Fotografia, a turma será formada exclusivamente por estudantes da rede pública de ensino. Cada participante produzirá um fotozine com dobras simples ao final da experiência.

Quem ministra
Ythalla Maraysa e Gabriella Ambrósio atuam na interseção entre fotografia documental experimental, processos gráficos e educação no Agreste de Pernambuco. Integrantes do Coletivo de Fotografia Experimental Ciano, Cidade, desenvolvem pesquisas e ações formativas em fotografia experimental, narrativas visuais e técnicas alternativas de impressão. Ythalla (@maaaroca_) é designer gráfica, fotógrafa e educadora cultural, com atuação em publicações independentes, fotolivros e projetos expográficos, sendo cofundadora da Oficina Embuá de Artes Gráficas. Gabriella Ambrósio (@gabriellaambrosio) é fotógrafa, realizadora audiovisual, comunicóloga e produtora cultural, mestranda em Comunicação e Inovação (UFPE), com pesquisa em cinema, patrimônio e democratização da cultura.
O projeto “Ciano, cidade” (@cianocidade) é um coletivo de fotografia experimental do Agreste de Pernambuco. A equipe se reúne enquanto coletivo com objetivo de disseminar a fotografia experimental através de exposições e oficinas, movimentando a cena no interior do estado. Iniciou com o fotolivro digital incentivado pela Lei Aldir Blanc, lançado em 2022, que retratou o Pólo de Confecções do Agreste em imagens de diversas técnicas de captação e impressão. Em 2023, o coletivo participou da programação do São João de Caruaru e do Festival de Inverno de Garanhuns com uma exposição fotográfica. Em 2024, participa da 1ª Feira Diagrama, na Estação Ferroviária, em Caruaru, com exposição e roda de diálogo sobre produções editoriais independentes. Em 2025, o coletivo lança seu fotolivro impresso com lançamentos no Salão de Fotografia de Pernambuco, no Colóquio de Fotografia da Bahia e no Maré Fotofestival em Natal (RN). No mesmo ano, o coletivo lança a exposição itinerante Caminhos Tecidos que circulou nas três principais cidades do Pólo de Confecções do Agreste: Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru. No campo da formação, o coletivo facilitou um ciclo de oficinas em fotografia experimental e narrativa visual na ETi Prefeito João Lyra, no bairro do Salgado em Caruaru, em parceria com o projeto Faces – Formação de Agentes de Comunicação em Escolas e o Porto Digital/Armazém da Criatividade. Oficinas de cianotipia também compuseram a programação educativa na circulação da exposição Caminhos Tecidos, reunindo estudantes e comunidade das três cidades que sediaram a mostra.
Colagem e a fabulação de si
Marina Feldhues (PE)
| Quarta (22/4) e quinta-feira (23/4), das 14 h às 17 h
| No auditório do Porto Digital (Cais do Apolo, 222, 8º andar, Bairro do Recife)
| Inscrições abertas até o dia 15 de março, por meio deste formulário.
| Resultado da seleção: Dia 23 de março de 2026
Nesta oficina, são propostos experimentos práticos de fabulação de si com o uso da colagem. Serão utilizadas fotografias pessoais dos participantes (sejam selfies, fotos posadas, autorretratos, fotos de RG etc.). Essa prática é guiada pelo conceito de fabulação crítica elaborado pela escritora e professora universitária Saidiya Hartman (EUA). No último dia, será feita uma exposição aberta ao público no local. As vagas são limitadas (é preciso ser maior de 18 anos para participar).

Quem ministra
Marina Feldhues nasceu em Olinda (PE) em 1982. Atualmente vive e trabalha entre Recife (PE) e São Paulo (SP). É formada em Administração (UPE) e Fotografia (Unicap). É mestre e doutora em Comunicação (UFPE). Trabalha como professora, pesquisadora, artista, servidora pública e taróloga. Organizou o grupo de estudos público e gratuito Narrativas Anticoloniais, entre 2019 e 2024. É autora dos livros Catálogo (2019) e Fotolivros: (in)definições, histórias, experiências e processos de produção (2021), do livro de entrevistas com artistas E Se? (2023) e dos livros de artista Minha Foto Preferida (2022), O feliz livro das pretas (2023) e Viagem ao Brasil 1865-1866: a desordem da carne (2024). Em 2024, foi vencedora do prêmio aquisição do 13º Diário Contemporâneo de Fotografia de Belém (PA) com a série de fotocolagens A desordem da Carne. Em 2023, foi vencedora do POY-LATAM na categoria Ressignificar Arquivos e recebeu menção honrosa do BIFA (Budapest International Foto Awards) na categoria Fine-Art Collage e do Student World Impact Film Festival com o fotofilme Escala Humana. A pesquisa teórico-artística mais recente dela foi sobre as (po)éticas implicadas entre arquivo, fotografia e a carne negra.

