fornada fotolivros

Fornada Fotolivros é uma ação que tem como mote a divulgação de fotolivros publicados a partir do segundo semestre de 2019 ou em vias de publicação em 2020.

Em meio a situação atual de pandemia, algumas autoras e autores enxergaram a possibilidade de usar suas redes sociais para promover conversas virtuais entre si, trocando experiências sobre seus processos fotográficos e sobre a construção desses objetos tão desejados, os fotolivros.

A ideia surgiu do fato de que os eventos presenciais tradicionais de circulação dos fotolivros, tais como as feiras de publicações e os festivais de fotografia, foram cancelados. As livrarias físicas e demais espaços de trocas também estavam fechados.

Toda semana, uma live entre autores é realizada a partir das contas de Instagram dos autores envolvidos. Para ficar por dentro das conversas que vêm por aí, é só seguir o @fornadafotolivros.

Autores Participantes:
Andréa Bernardelli
Edu Simões
Fernando Banzi
Gui Christ
Hugo Martins
Juliana Jacyntho
Marcos Magon
Marina Feldhues
Marina Soares
Maurício Pokemon
Rodrigo Zeferino

@fornadafotolivros

Veja abaixo a seleção que a Fornada preparou para esta edição do Pequeno Encontro da Fotografia.

[clique nas imagens para ampliar]

Catálogo

Marina Feldhues

14×19,5 cm | 76 págs

Como transpor a experiência de meu corpo no ambiente artístico expositivo de alguns museus e galerias de arte (os chamados “cubos brancos”) para um livro? Como proporcionar, por meio do livro, uma experiência análoga ao leitor? As imagens do livro foram realizadas no pavilhão da 33º Bienal de Artes de São Paulo, Afinidades Afetivas. Elas são cenas desnudas de um sistema sígnico que hierarquicamente ordena e determina as ações e lugares possíveis de nossos corpos nesse não-lugar que são os tradicionais “cubos brancos”. Tais cenas são encarnadas nesse corpo material que é Catálogo, souvenir típico de exposições artísticas, aqui desviado de suas funções normativas. Catálogo desempenha um duplo papel: livro-museu e catálogo de obras artísticas que só existem no livro. “Duplos” é o que vemos no livro, entre o desenho e a pintura digital, a fotografia como base imagética. A arquitetura que nos rodeia, as placas de sinalização, as cadeiras, telas, tudo são desenhos da imaginação humana que se corporificam no ambiente, criando o “Cubo Branco”. A fotografia é a ferramenta que me permite desvendar as estruturas de dominação que alicerçam esses mais belos desenhos. A aesthetic “Cubo Branco” revela o privilégio do ver em nossa cultura artística colonial. Tocar é proibido. Nem todos os caminhos são permitidos. O espectador é o suspeito em potencial, é preciso mantê-lo sobre vigilância.

Edição de 2019

Publicação Independente

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Cheiro Marginal

MaGon

16×21 cm | 108 páginas

Como sintetizar nossas sensações mais periféricas em um espaço público de compartilhamento? O que e quais sentidos me conectam com o ambiente que observo e que me encara de volta enquanto me reflete? Cheiro Marginal é um transitar pelas redondezas, bordas e fronteiras que são de todos e não pertencem a ninguém. Uma busca por tempos perdidos, caminhos esquecidos, espaços laterais, atmosferas limiares, camadas, texturas e contrastes. Um registro poético e autoral sobre as nossas próprias periferias, limites e tentativas. Qual o cheiro das ruas? O que é ser marginal?

Idioma: português

Edição de 2020

Co-edição: rios.greco

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Fissura

Gui Christ

20×28 cm | 138 págs

Fissura é o resultado de uma jornada por uma das áreas de maior vulnerabilidade e estigma social do país, a Cracolândia paulista. Por mais de dois anos o fotografo Gui Christ percorreu a região documentando a vida em um lugar isolado pela sociedade e ocupada por pessoas que acharam no crack uma fuga para suas duras realidades. Criando um paralelo entre a degradação do espaço público, retratos de usuários e cachimbos de droga feito a partir do lixo encontrado na região, Gui realizou uma pesquisa visual imersiva inédita, onde tentar provar que o crack não é a causa, mas um sintoma de uma doença criada pelo abandono e preconceito da sociedade. O Brasil é o maior mercado consumidor de crack do mundo, com mais de 2 milhões de usuários, e poucas vezes em sua história teve o tema pesquisado de forma tão humana e tentando mostrar para a sociedade algo totalmente diferente daquilo que ela mesmo criou e imagina. O livro é uma iniciativa independente, sem fins lucrativos e que depende da sua ajuda para ser viabilizado e assim iniciar uma corrente de transformações para ajudar aqueles que tem no crack o seu último refugio.

Edição de 2020

Independente

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Inventário verde da Boa Esperança

Maurício Pokemon

20,5 × 16,2 cm | 48 páginas

Teresina nasceu como Vila Nova do Poti, a partir de comunidades ribeirinhas de ancestralidade indígena e quilombola, que viviam onde hoje é a zona norte da cidade. Num mapeamento aéreo da zona urbana, temos a região da Avenida Boa Esperança como uma das poucas com vegetação nativa preservada e relação intrínseca com a subsistência de quem ali vive: pescadores, rezadeiras, artesãs, oleiros… No entanto, a comunidade passa por um momento crítico de “modernização” e ameaça sobre sua existência—o que significa também uma ameaça sobre as condições antropológicas, culturais e naturais, tão específicas e pujantes daquela região.

Maurício Pokemon fez novas imersões junto à Boa Esperança entre 2018 e 2019. Neste período de residência entre a avenida e o Campo Arte Contemporânea, o artista produziu um inventário de fotografias analógicas sobre as relações literais e simbólicas daquelas pessoas com o Verde. A convivência com ribeirinhos e as paisagens que os circundam geraram imagens-testemunho sobre o diálogo orgânico entre o cotidiano da comunidade e a natureza de beira, natureza de rio, e desembocou em uma exposição no Campo Arte Contemporânea interligada a intervenções em casas da comunidade, em maio e junho de 2019: o Inventário Verde da Boa Esperança.

Edição de 2019

Publicação independente

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Maré de rio

Andréa Bernardelli

23 x 11,5 cm | 48 páginas

A Lua e a Terra, atraídas entre si, descrevem órbitas no entorno do Sol. Faz-se noite, faz-se dia. A Lua dança orbitando a Terra. Revolução. Em determinado ponto, a Lua chega à aproximação máxima da Terra, excitando as águas. Maré cheia. Em poucas horas, o arco descrito se afasta. Vazante. Em rotações incessantes, o Sol ilumina, apaga, gera atmosferas descontínuas. A água, em estado de rio ou de nuvem, brinca com os feixes de luz criando aquarelas multicoloridas no lusco fusco que precede o ocaso. Segue a rotação da Terra, dança no infinito. Faz-se noite, faz-se dia.

Ensaio premiado no Prêmio Porto Seguro Brasil 2009 e Prêmio aquisição 2019 FestFoto POA – Museu da Fotografia de Fortaleza.

Edição de 2019

Fotô Editorial

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O Grande Vizinho

Rodrigo Zeferino

21,5 x 29 cm | 64 páginas

O Grande Vizinho é um ensaio fotográfico que trata da peculiaridade do caso Ipatinga, cidade central do Vale do Aço mineiro, planejada para abrigar uma usina siderúrgica. O trabalho é um olhar sobre o cotidiano da comunidade local relacionado à assustadora proximidade da planta, que fica no centro geográfico da cidade. As fotografias feitas num raio de 2 km em torno da usina. Numa segunda fase, as imagens são captadas de dentro da usina, apresentando o ponto de vista contrário, com a cidade como plano de fundo.

Livro vencedor do Prêmio Foto em Pauta 2019

Edição de 2020

Tempo d’Imagem

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onde jaz meu céu estrelado

Juliana Jacyntho

20 x 24 cm | 112 páginas

Onde Jaz Meu Céu Estrelado é uma história feita a contrapelo de muitas outras histórias. Quando a artista visual Juliana Jacyntho deu início a este projeto, em 2016, o mar em Atafona – um pequeno lugar pertencente a São João da Barra, no Rio de Janeiro, – estava chegando muito perto das casas de sua infância. Uma arqueologia poética em que as imagens nos levam a experimentar a sensação de querer ver o que não está mais lá. O fotolivro nos convida a desvendar as muitas camadas de tempos e memórias deste lugar, a partir do gesto simbólico de mergulho e travessia entre dois blocos de páginas.

Edição de 2020

Fotô Editorial

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VÉU

Marina Soares

21×21 cm | 45 páginas

O fotolivro VÉU, inspirado na série fotográfica Untitled Film Still, levanta de maneira imagética, questões sobre identidade, representação feminina na imagem e discussões sobre retrato e autorretrato. Revela, sobretudo, imagens de figuras femininas que fizeram e fazem parte da ancestralidade da autora, de laços sanguíneos e imaginários, dais quais buscou incorporar-las através de vestes e lugares, de caminhos percorridos com afetividade. Visando trazer o caráter afetivo para as imagens, entendendo que a memória afetiva pode ser considerada como uma construção de algo já vivido.

Edição de 2019

Publicação Independente

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