palestras e rodas de diálogos

São cinco noites de palestras e bate papos ao redor da fotografia e das imagens. Nesta edição, totalmente online, estaremos transmitindo ao vivo via YouTube e Facebook oficiais do evento. Siga nossas redes para não perder a programação. Acompanhe, comente, participe do debate.

31 de agosto | 19h30

Roda de diálogo “Sobre livros e fotografias: as dores e as delícias de fazer fotolivros“. Com Marina Feldhues, pesquisadora e autora; José Fujocka e Luciana Molisani, da Lovely House, e Lígia Fernandes e Valdemir Cunha, da Origem Editora.

Veja ao vivo no YouTube

Veja ao vivo no Facebook

1 de setembro|19h30

Palestra com  Pio Figueiroa (SP/PE), fotógrafo que iniciou a carreira pelo fotojornalismo e depois enveredou pela arte. Fundador da Cia. de Foto (2003/2013), ele atualmente faz parte do time de diretores da Produtora de Audiovisual Piloto.

@piofigueiroa

Veja ao vivo no YouTube

Veja ao vivo no Facebook

O Pior é infinito e uma fotografia que serve à resistência

O mundo sofreu um abalo profundo, ficamos em estado de suspensão. Paramos para conter a pandemia. Nesses dias em que prevalecem a impossibilidade das ruas e do convívio público. O tempo suspenso como se a vida fosse uma superfície fotográfica.

A fotografia também nos olha. Ela nos devolve à utopia. Percebe as ruas pelo tempo da história. O instante impregnado de gritos e protestos de outrora nos lança a entendimentos ainda mais duradouros. A pausa abrupta e o estado de suspensão provocado pelo isolamento social nos faz fotografia.

Daqui de uma margem utópica, entendo que no Brasil o pior é infinito, mas manifesto a ideia de que, com uma fotografia, não se pode dizer tudo, mas haverá sempre a possibilidade de tudo ser dito novamente. Suspensos como se fotografia fôssemos, transbordaremos. E, um dia, olharemos para elas com a mais fundamental certeza de que isso tudo não se repetirá.

2 de setembro|19h30

Palestra com Joelington Rios (MA), artista visual que mistura fotográfica, vídeo, colagem, arte sonora e performance em seus trabalhos. Hoje vamos falar um pouco sobre a obra dele, que é um dos nossos palestrantes. Joelington vive há três anos no Rio de Janeiro e, para criar a série Entre Rios e Mocambos (2020), retornou ao local onde nasceu: Quilombo Jamary dos Pretos, localizado na cidade de Turiaçu, ao norte do Maranhão. O artista lida com questões relacionadas ao corpo, tempo, memória, ancestralidade, morte, raízes e pertença nesta obra.

@rivers_______

Veja ao vivo no YouTube

Veja ao vivo no Facebook

Sustentadores e o processo sustenção

“Quando decidiu morar no Rio, trazia ilusões vinculadas à natureza, ao charme da Zona Sul, a seus grandes personagens e à força simbólica da cidade. Desde 2018, o roteiro para elaborar sua série O que sustenta o Rio, pressupõe uma deambulação pela cidade em estado de questionamento, entre deriva e errância para demonstrar os desafios de viver na cidade. A série O que sustenta o Rio nasce do contato e da “experiência de corpo que se desloca e observa o que está ao redor,” escreveu Rafael Lopes em texto elucidativo, que as imagens de Rios “crônicas de uma cidade que ora vive de sua aparente estabilidade e paz e ora é sacudida pelas questões sociais inerentes a esse sistema que privilegia poucos em detrimento de muitos.”

3 de setembro|19h30

Palestra com Cristina de Middel (Espanha), fotógrafa que vive entre o Brasil e o México, desenvolvendo um trabalho no qual a divisão entre realidade e ficção é borrada. Por dez anos, nossa convidada trabalhou na imprensa e como fotógrafa humanitária. O afastamento da perspectiva mais documental veio com a série The Afronauts, na qual ela criou encenações para falar sobre o programa espacial zambiano de 1964.

Com mais de 12 livros publicados, Cristina De Middel expôs seu trabalho extensivamente pelo mundo e foi premiada e finalista em vários concursos, como o PhotoFolio Arles 2012, o Deutsche Prêmio Börse, o Prêmio Infinity do International Center of Photography de Nova York e  em 2017 ganhou o Prêmio Nacional de Fotografia na Espanha e foi nomeado como membro da agência Magnum. Cristina vive e trabalha entre o Brasil e o México.

@lademiddel

4 de setembro|19h30

Roda de encerramento, uma grande confraternização, com muita gente bacana (mais detalhes em breve)

Nos vemos logo mais no Pequeno!!!