oficinas 7ª edição

Um ponto forte do Pequeno Encontro da Fotografia são suas ações formativas. Quatro oficinas fazem parte da programação desta 7ª edição, ministradas de maneira virtual por Elvio Luiz, Iezu Kaeru, Priscilla Buhr, e Olga Wanderley. Os participantes serão selecionados por meio de inscrições gratuitas realizadas até 25 de fevereiro de 2021 (confira abaixo o link de inscrição para cada uma das oficinas).

A lista de selecionados será divulgada no dia 8 de março de 2021, aqui no site e nos perfis do festival nas redes sociais (Facebook e Instagram).

Inscrições pelos links dos formulários correspondentes para cada um dos curso abaixo.

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No princípio era o verbo. Foto: Priscilla Buhr

Oficina “No princípio era o verbo”, com Priscilla Buhr

Dias 15, 16 e 17 de março de 2021, das 14h às 16h
Clique aqui para participar da seleção desta oficina

Quais as palavras que a sua fotografia inspira? Que histórias elas te contam? Em que lugar do seu trabalho as suas ideias repousam? O seu discurso caminha ao lado da poesia presente nas suas imagens?

A oficina No princípio era o verbo é um convite para redescobrir formas de pensar e sentir o conceito por trás de um trabalho fotográfico. É destinada à fotógrafas e fotógrafos que estejam envolvidos com algum projeto criativo em andamento.

Teremos 3 encontros e nesses momentos iremos, juntos, trilhar um percurso de escuta e percepção, instigando perguntas fundamentais para a criação de um projeto fotográfico em que o conceito e a obra tenham forças equivalentes. Iremos trabalhar a ideia de palavras fotográficas com atividades que buscam o maior entendimento de si e da arte.

No princípio era o verbo é uma oficina de imersão, e na sua versão on-line é imprescindível a participação ativa dos alunos para que possamos alcançar o objetivo da oficina. No princípio era o verbo pede um mergulho profundo na produção artística de cada participante, mas principalmente, pede inteireza! Se cada um chegar aberto e disposto a se entregar a experiência, teremos um encontro bastante produtivo!

Para fotógrafas e fotógrafos, ou artistas visuais que de alguma forma utilizem a fotografia em seus processos criativos, que estejam envolvidos com algum projeto em andamento, mesmo que seja ainda no início.

Classificação etária: A partir de 16 anos.

Foto: Acervo pessoal

Priscilla Buhr é recifense, jornalista, mãe solo, feminista, desde 2005 trabalha com fotografia e vem pesquisando e realizando projetos e curadorias relacionados à narrativas visuais motivadas pela compreensão e reconstrução do passado e trajetos emocionais. Ganhadora do Prêmio Brasil de Fotografia 2013 na categoria Revelação com o ensaio Ausländer, integra o Clube de Colecionadores de Fotografia do MAMAM 2016 e foi umas das selecionadas da edição comemorativa dos 10 anos do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Durante cerca de 2 anos foi fotógrafa da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco. Durante 5 anos foi repórter fotográfica do Jornal do Commercio. É uma das fundadoras do coletivo 7Fotografia, desenvolvendo diversas atividades de produção, pesquisa e debate na área de fotografia. Desde 2018 ministra a oficina No princípio era o verbo estimulando novas formas de pensar e fazer fotografia.

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Exposição de Iezu Kaeru na Torre Malakoff. Foto: Acervo pessoal

Oficina “Fotografia 4.0”, com Iezu Kaeru

Dias 15, 16 e 17 de março de 2021, das 14h às 16h
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Fotografia digital, participação de fotógrafes convidades, desfotografia, tecnologia na educação, ferramentas educacionais, criatividade, aprendizagem colaborativa, fotografia autoral, o lugar da fotografia contemporânea na indústria 4.0, trabalho coletivo. Para interessados e interessadas em construir uma obra coletiva.

É preciso ter qualquer tipo de câmera ou dispositivo que fotografe digitalmente ou gere arquivos de imagem que possam ser transpostos para o digital.

Classificação etária: A partir de 16 anos.

Foto: Acervo pessoal

Iezu Kaeru é graduado em Comunicação Social (UFPE) e atua como educador social desde 2008, vive e trabalha no Recife. Atua também como curador, músico, realizador, artista multimídia e fotógrafo. Desde 2004 desenvolve um trabalho autoral híbrido, que dialoga com fotografia, cinema, educação, arte contemporânea e música. Entre 2017 e 2018 circulou pelo Agreste, sertão e zona da mata pernambucanos com a exposição itinerante Labirinto de Cabras e o Touro de Mármore, em parceria com o Funcultura e o Sesc-PE, realizada em três municípios de Pernambuco. Em 2018, realizou também a exposição Memória da Pedra, em duas estações do Metrô São Paulo ( Estação República e Estação Santana). Participou do Festival de Fotografia de Tiradentes /Foto em Pauta (2019), com a Exposição O Jogo da Bola, uma co-autoria com o fotógrafo Eustáquio Neves (MG). Em 2020, foi selecionado no edital nacional do 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, em Belém, no Pará.

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Foto: Clarissa Dutra

Oficina “Fotografia e feminismos na América Latina”, com Olga Wanderley

Dias 17, 18 e 19 de março de 2021, das 10h às 12h
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Com o objetivo de debater o papel da fotografia nas construções simbólicas que atravessam as feminilidades e os feminismos, a oficina propõe um percurso teórico-reflexivo através da criação e circulação imagética relacionada às questões de gênero, sobretudo no território latino-americano. 

Ao longo de três encontros, será explorado um repertório visual que se debruça tanto sobre a criação artística contemporânea, quanto sobre os movimentos sociais de mulheres, e os entrelaçamentos estético-políticos dessas duas esferas. A análise de imagens e as discussões teóricas serão, ainda, articuladas às vivências acumuladas por cada um dos participantes.

Classificação etária: Livre.

Olga Wanderley é fotógrafa, pesquisadora e professora. Mestra e doutoranda em comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Investiga a produção de visualidades sobre o feminino, a partir da criação artística de mulheres que atuam no cruzamento entre imagens técnicas e performance. Desenvolve projetos nas áreas de artes visuais e fotografia.

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Foto: Acervo pessoal

Oficina “Fotografia como documento e memória”, com Elvio Luiz

Dias 17, 18 e 19 de março de 2021, das 10h às 12h
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Em tempos de selfies descartáveis, a fotografia passa por uma das suas mais intensas transformações desde o seu advento, com as mudanças tecnológicas e o imediatismo exigido pelo universo das redes sociais.

Percebe-se uma lacuna de tempo e espaço na memória afetiva da sociedade. Hoje, percebemos a falta de interesse das pessoas por guardarem suas recordações fotográficas e entenderem a importância de criar documentos do seu tempo, a fim de gerar acervos para as futuras gerações.

Nesse contexto, a oficina Fotografia como documento e memória  busca trazer uma linha de pesquisa teórica e prática sobre a importância da memória  como documento fotográfico,  partindo do princípio de que conhecer a história pode impactar o dia a dia da sociedade e dos profissionais do campo visual.

É necessário fazer uso de algum mecanismo de captura de imagem (como câmera, celular, tablet…).

Classificação etária: A partir de 12 anos.

Elvio Luiz é um pernambucano com muito orgulho, encontrou na fotografia e audiovisual sua vocação, possui formação em gestão de marketing e habilitação em gestão de negócios, é professor e consultor de fotografia com quase 24 anos de experiência no mercado.  Desde 2015 é professor titular do curso de fotografia do Senac Pernambuco. Entre workshops, oficinas, cursos e palestras já trocou conhecimento com mais de 3 mil pessoas. Atuou como professor na Escola Pernambucana de Fotografia, vem realizando palestras e workshops de formação em imagem e negócios desde 2000, ministrou palestras e workshops em instituições de ensino superior como UFPE, Unicap, Mauricio de Nassau, Fama, Joaquim Nabuco, Senac, UFRJ, UFPB, UFAL entre outras. Atua como curador e produtor de projetos culturais e artísticos desde 2008, como na exposição Eu Mário Lago Sou , realizada em 2014 no Recife, Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Madri. Participou da exposição e livro Linguagens em 2009. Em 2018, realizou a curadoria e produção do projeto Ovelhas, sobre as mulheres internas da Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, aprovado no Funcultura para exposição em mais de 10 estados do Brasil. Criou o projeto Furo na Lata, que foi aprovado na Lei Federal de Fomento à Cultura (2006) e levado para mais de 30 cidades de Pernambuco.  Fundou o coletivo Latente, projeto de comunicação e difusão audiovisual em comunidades em situação de vulnerabilidade, idealizou o projeto Foto em Cena para o Senac – PE que encontra-se na terceira edição. Promoveu com seus alunos do Senac – PE as exposições Mestres Oleiros, Retratos do cotidiano, Contra ataque e Faces dos mercados, assim como o livro Recife Imerso.  Participou como convidado dos festivais Paraty em Foco,  Semana de Fotografia de Maceió, o Foto e vídeo da Unicap e Foto em Cena do Senac-PE, entre outros eventos. Encontra-se na fase de finalização dos livros Gado Bravo, Contra-fluxo e Romeiros um retrato das tradições.  Vencedor do concurso Revele-se, da Editora Abril (2004); menção honrosa no Persio Galhambeck  (2016 e 2017), premiado no Roda de Fotógrafos em Curitiba (2018); Prêmio Pernambuco (2019), Menção honrosa no  concurso Pierre Verger (2015). Palestrante do projeto Plaza Social e Colmeia (2019). Sócio fundador do Studio865 Fotografia e Marketing e do canal Foto Falada (no Youtube).  Trabalhou com direção de fotografia para publicidade, escreveu e dirigiu os curtas O elevador e Mães da igualdade, ambos participantes da Mostra de Direitos Humanos.  

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